O ecossistema de startups brasileiro está fervendo. E quando você lê sobre um aplicativo lançado em São Paulo, uma tecnologia desenvolvida por um time local, uma rodada de investimento anunciada ontem, percebe um padrão: quase toda essa linguagem está na voz passiva.
Passive voice parece complicada porque a frase inteira vira do avesso. Mas ela existe por um motivo prático e muito específico: às vezes o importante não é quem fez, e sim o que foi feito.
Resumindo: a voz passiva se forma com o verbo to be conjugado mais o particípio passado do verbo principal. O objeto da frase ativa vira o sujeito da passiva.
O que muda de lugar
Compare as duas versões da mesma informação:
- Ativa: “A Brazilian team developed the app” — Um time brasileiro desenvolveu o aplicativo
- Passiva: “The app was developed by a Brazilian team” — O aplicativo foi desenvolvido por um time brasileiro
O aplicativo, que era objeto, virou sujeito. O time, que era sujeito, virou complemento com by. O foco mudou de quem fez para o que foi feito.
A fórmula em todos os tempos
Só o to be muda. O particípio permanece igual:
- presente: “The app is used by thousands” — é usado por milhares
- passado: “The system was built last year” — foi construído ano passado
- presente contínuo: “The feature is being tested” — está sendo testada
- presente perfeito: “The bug has been fixed” — foi corrigido
- futuro: “The update will be released soon” — será lançada em breve
- com modal: “The data must be protected” — precisa ser protegido
Domine o to be e você domina a passiva inteira. É a mesma estrutura repetida em seis tempos.
Quando a passiva é a escolha certa
Ela não é uma versão “chique” da ativa. Existem três situações em que ela é claramente melhor:
- Quando não se sabe quem fez: “My laptop was stolen” — Meu notebook foi roubado
- Quando quem fez é irrelevante: “The product is manufactured in Brazil” — O produto é fabricado no Brasil
- Quando o resultado importa mais: “Over a million downloads were registered” — Mais de um milhão de downloads foram registrados
Note que em nenhum dos três a informação sobre o autor faz falta. É por isso que a passiva domina textos técnicos, relatórios e notícias.
Dica de ouro da Teacher: o by é opcional e, na maior parte das vezes, desnecessário. Se você está usando a passiva, provavelmente é justamente porque o autor não importa. Só inclua by quando a informação de quem fez acrescentar algo real à frase.
O particípio é o que trava a maioria
Verbos regulares terminam em -ed e não dão trabalho. Os irregulares exigem atenção:
- build → built: “The platform was built in six months”
- write → written: “The code was written by two developers”
- make → made: “The decision was made yesterday”
- take → taken: “The screenshots were taken this morning”
- give → given: “The team was given more time”
- send → sent: “The invitations were sent last week”
Vale memorizar a terceira coluna da lista de verbos irregulares. É ela que aparece na passiva e no presente perfeito — dois usos de alta frequência.
Quando não usar a passiva
Um alerta importante: nem todo verbo aceita voz passiva. Verbos que não têm objeto direto — como happen, arrive, go, die — não podem ser passivados. “The accident was happened” está errado; o correto é simplesmente “the accident happened”.
E em conversa informal, a ativa quase sempre soa melhor. A passiva tem lugar certo: documento, relatório, descrição de processo. Fora disso, ela deixa o texto arrastado.
Perguntas frequentes
Como formar a voz passiva em inglês?
Use o verbo to be no tempo desejado seguido do particípio passado do verbo principal. O objeto da frase ativa passa a ocupar a posição de sujeito.
Quando devo usar passive voice?
Quando o autor da ação é desconhecido, irrelevante ou menos importante que o resultado. É comum em textos técnicos, notícias e descrições de processo.
O by é obrigatório?
Não. Ele só aparece quando identificar o autor da ação acrescenta informação útil. Na maioria das frases passivas, ele é omitido.
Todo verbo pode ir para a passiva?
Não. Verbos sem objeto direto, como happen, arrive e go, não aceitam a construção passiva.
📌 Lição aprendida
Você viu como termos aparentemente parecidos têm usos distintos? Agora, além de entender a diferença entre voz ativa e voz passiva, você consegue ler e escrever sobre tecnologia e inovação em inglês — descrevendo o que foi construído, testado e lançado com a estrutura certa.
Um exercício direto: pegue uma notícia de tecnologia que você leu esta semana e reescreva duas frases dela em voz passiva. Trabalhar com texto real mostra por que a estrutura existe. Para receber mais lições curtas como esta, assine a newsletter gratuita da Teacher Talita.



